Redução do bass em Atibainha.

Criamos este fórum especialmente para falar de um peixe que é uma das grandes paixões dos pescadores esportivos e em especial da Caterva. Coloquem aqui tudo sobre a pesca deste "bocudo".
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André Junqueira
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Redução do bass em Atibainha.

Mensagempor André Junqueira » Sex Mai 06, 2011 7:03 pm

Tenho escutado de vários pescadores que o bass vai '"acabar" em Atibainha.
Realmente esta mais dificil achar os peixes e varios estão com o rabo machucado. Parece que uma bacteria esta infectando feridas no rabo dos blacks devido ao ataque de piranhas.

Gostaria de saber se os colegas pescadores tem mais informações sobre o tema, e se sentiram também a redução na quantidade de bass.
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Lucas Ando
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Mensagempor Lucas Ando » Ter Mai 10, 2011 10:06 am

André, tudo bem?

Pois é, eu sou frequentador de Atibainha e a realidade da represa pra quem gosta de pescar black bass não é a melhor. Eu tenho um carinho muito grande pela represa pois frequento-a desde criancinha.

Atibainha teve uma fase muito boa nos anos de 2008/2009 e agora vem sofrendo com alguns fatores.
O principal fator é a presença da Pirambeba que está acabando com os rabos dos basses, por isso hoje é praticamante impossível capturar um bass ileso. O complicado é que a população da Pirambeba vem aumentando a cada ano e está espalhada pela represa inteira.

De 2010 pra cá houve um aumento absurdo na população de traíras da represa, antes era comum pegar uma traíra a cada duas/três pescarias; há um mês fui à Atibainha e saíram 9 traíras. No verão é bem divertida a pesca com frogs e iscas de superfície, nessa época é bem fácil capturá-las com minhocas artificiais e outras iscas de fundo.

Fisgar Jacundá em Atibainha virou rotina, o que antes era raridade, aliás, eu mesmo nunca tinha visto essa espécie por lá até do ano de 2010.

Por fim, outra espécie que voltou a aumentar em Atibainha é o Tucunaré-Amarelo, que tinha dado uma sumida.

Ou seja, com pirambebas, traíras, jacundás e tucunarés-amarelo, o bass virou coadjuvante, e, fugindo desses predadores que frequentam áreas mais rasas (e o mesmo topo da cadeia alimentar), foi para o fundo.

O que me intriga e preocupa é que não tenho visto bass pequeno na represa. Os médios e grandes ainda são encontrados, mas os "tricks" que eram vistos aos montes em 2008/2009 sumiram! Eu realmente espero que eles estejam por lá, lutando para sobreviver no fundo, longe desses predadores.

Continuo pescando na represa pois gosto muito de lá, sábado retrasado fui no final da tarde e os números foram: 2 traíras 4 tucunarés-amarelo embarcados. Perdemos um bass na hora de embarcar..

Mas que fique bem claro, essa é a minha opinião!

Abração
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Marcel Nishiyama (Tchel)
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Mensagempor Marcel Nishiyama (Tchel) » Ter Mai 10, 2011 12:58 pm

Eu acho que acabou mesmo, logico ainda tem, mas diminuiu muito a quantidade. Por que?

- Campeonato na desova
- Pressão de pesca
- Pescadores que mudam peixe de ponto
- Piranha
- Explosão populacional de traíra

Eu acho que foi a soma de todos os fatores que fez com que os basses sumissem de lá.

Tomara q nao esteja tudo perdido, que com os repeixamentos e deixando a represa descansar que tudo volte ao normal.... Apesar de achar difícil devido as piranhas, temos que ter esperança.

Abss
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Marcio Garcia
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Mensagempor Marcio Garcia » Ter Mai 10, 2011 1:27 pm

Marcel Nishiyama (Tchel) escreveu:Eu acho que acabou mesmo, logico ainda tem, mas diminuiu muito a quantidade. Por que?

- Campeonato na desova
- Pressão de pesca
- Pescadores que mudam peixe de ponto
- Piranha
- Explosão populacional de traíra

Eu acho que foi a soma de todos os fatores que fez com que os basses sumissem de lá.

Tomara q nao esteja tudo perdido, que com os repeixamentos e deixando a represa descansar que tudo volte ao normal.... Apesar de achar difícil devido as piranhas, temos que ter esperança.

Abss


Concordo Tchell..
Neste ultimo mês peguei mais de 10 pirambebas que viraram lenda.

Creio que o f*** do capeonato são os treinamento que antecede o o evento.

Na minha opinião não deveria ter etapa este ano em atibainha pois os bass está sufocado com a pressão de todos os lados.

Em pró poderia realizar repeixamento com um estudo para diminuar as pirambebas, pois só colocar peixe não vai adiantar...
Marcio - Guarulhos/SP
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Daniel Yoshida
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Mensagempor Daniel Yoshida » Ter Mai 10, 2011 1:33 pm

Se o problema é campeonato...

Façam campeonato de pesca a Pirambeba :shock:

[]s
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Marco R. Lima
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Mensagempor Marco R. Lima » Ter Mai 10, 2011 2:20 pm

Apesar de não ser um graande frequentador de Atibainha, acho que é isso mesmo, uma conjunção de varios fatores q levaram a esse triste fim....
Espero que esses fatores não se repitam em outras represas !!!

Atualmente acho mais importante evitar que isso aconteça em outros lugares q tentar "concertar" Atibainha.

Abrax.
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Mensagempor Marcio Azzarini » Ter Mai 10, 2011 4:44 pm

Lucas, realmente... Fomos em outubro/2010 la, e sairam 2 basses apenas, em compensação fisgamos jacundás e vimos cardumes de pirambebas seguindo as iscas, assim como vários casais de tucas amarelos.

Com esse tanto de predador, aumenta a concorrência, e pelo que parece, o Bass ta ficando pra trás na corrida pelo alimento, e virando alimento para os demais...

Abraços!
Pesque, fotografe e SOLTE!
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Lucas Ando
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Mensagempor Lucas Ando » Ter Mai 10, 2011 11:59 pm

Então, eu particularmente, não concordo com o fator pressão de pesca.

Eu achava que Atibainha tinha pressão de pesca, até ter a oportunidade de pescar nos EUA.
Hoje eu vejo que Atibainha teve pouca pressão de pesca.

Atibainha tem muito predador! O bass pequeno não tem condições de sobreviver, jacundás, traíras, piranhas e tucunarés comem bassinho no café da manhã, almoço e janta! E os alevinos vivem no raso, exatamente aonde estão todos esses predadores..

Na minha opinião, sendo bem realista, acho que nesse ritmo o bass lá vai acabar, vão restar os médios e grandes (como em bragança).

Triste né?
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André Junqueira
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Mensagempor André Junqueira » Qua Mai 11, 2011 4:01 pm

Lucas Seiti Ando escreveu:Então, eu particularmente, não concordo com o fator pressão de pesca.

Eu achava que Atibainha tinha pressão de pesca, até ter a oportunidade de pescar nos EUA.
Hoje eu vejo que Atibainha teve pouca pressão de pesca.

Atibainha tem muito predador! O bass pequeno não tem condições de sobreviver, jacundás, traíras, piranhas e tucunarés comem bassinho no café da manhã, almoço e janta! E os alevinos vivem no raso, exatamente aonde estão todos esses predadores..

Na minha opinião, sendo bem realista, acho que nesse ritmo o bass lá vai acabar, vão restar os médios e grandes (como em bragança).

Triste né?


Opa Lucas, tranquilo?

É mesmo triste ver o bass sumindo da represa..eu também peguei a fase boa a alguns anos. Quando estive lá semana passada não vi a cara de nenhum black, e o pior é que nem tive ação. Sairam uma traira, um tucunaré e um jacundá, exatamente os predadores citados pelos amigos do caterva; faltou só uma pirampeba.

Espero que o bass aguente o tranco e volte a se multiplicar nas represas perto de sampa, que ir até o paraná só pra pescar fica meio fora de mão.

Abraço.
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André Junqueira
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Mensagempor André Junqueira » Sex Mai 27, 2011 11:12 pm

Agradeço a todos os blackeiros que deram suas opiniões neste tópico. É sempre importante observar diferentes pontos de vista de qualquer situação.

Abraços.
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Alexandre G Goncalves
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Mensagempor Alexandre G Goncalves » Sáb Mai 28, 2011 12:26 pm

Pessoal,
 
Tenho amigos piscicultores muito experientes e historicamente o bass não vai bem junto compredadores noturnos como a traira e o pintado, se deixar largado, sem controle,em uma distribuição inicial de 50-50 metade traira metade bass por exemplo a população de bass declina e colapsa em Um ciclo de 7 anos aprox.

Traira, jacundá e pirambeba Sao peixes muito evoluídos E locais. O desequilíbrio e muito grande neste caso e o colapso e inevitável sem intervenção humana. Porém, o problema principal e a combinação das pirambebas com a traira e outros predadores noturnos porque o bass de noite e presa fácil, principalmente os pequenos e traira de noite e um predador violento, principalmente as grandes.

Por outro lado, as pirambebas vão minando a saúde dos bass grandes e médios que as traias não conseguem comer, por enquanto, pq traira de 2 kl come bass de meio kl fácil e esta espécie de traira chega a 4 kl. A desova do bass 
fica muito prejudicada por causa da saúde do casal e da falta de velocidade para caçar e defender os filhotes, por isso encontramos bem menos trick atualmente. 

Para finalizar o extermínio do bass, ainda tem tucunare amarelo no meio, fala serio, um baita concorrente. E a praga do jacundá, um peixe predador de qualquer filhote e camarões, e que ainda por cima, tem toca para se esconder. 

O colapso da população de bass e uma certeza matemática, sem intervenção humana. A esperança para esta represa assim como muitas outras e o tucunare amarelo em equilíbrio com a traira o jacundá e a pirambeba.

Já ouvi falar que para controlar pirambeba só predador diurno como tucunare não adianta. Precisa de um predador noturno, como traira ou corvina de água doce. Pode analisar nas represas onde tem tucunare e corvina juntos tem menos piranha pequena, as piranhas sao maiores e em maior quantidade.
Alexandre G Gonçalves

"Disse-lhes Simão Pedro: vou pescar. Disseram os outros: nos também vamos contigo. ... " Joao 21.3
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Mensagempor Alexandre G Goncalves » Sáb Mai 28, 2011 4:09 pm

Pessoal,
 
Tenho amigos piscicultores muito experientes e historicamente o bass não vai bem junto compredadores noturnos como a traira e o pintado, se deixar largado, sem controle,em uma distribuição inicial de 50-50 metade traira metade bass por exemplo a população de bass declina e colapsa em Um ciclo de 7 anos aprox.

Traira, jacundá e pirambeba Sao peixes muito evoluídos E locais. O desequilíbrio e muito grande neste caso e o colapso e inevitável sem intervenção humana. Porém, o problema principal e a combinação das pirambebas com a traira e outros predadores noturnos porque o bass de noite e presa fácil, principalmente os pequenos e traira de noite e um predador violento, principalmente as grandes.

Por outro lado, as pirambebas vão minando a saúde dos bass grandes e médios que as traias não conseguem comer, por enquanto, pq traira de 2 kl come bass de meio kl fácil e esta espécie de traira chega a 4 kl. A desova do bass 
fica muito prejudicada por causa da saúde do casal e da falta de velocidade para caçar e defender os filhotes, por isso encontramos bem menos trick atualmente. 

Para finalizar o extermínio do bass, ainda tem tucunare amarelo no meio, fala serio, um baita concorrente. E a praga do jacundá, um peixe predador de qualquer filhote e camarões, e que ainda por cima, tem toca para se esconder. 

O colapso da população de bass e uma certeza matemática, sem intervenção humana. A esperança para esta represa assim como muitas outras e o tucunare amarelo em equilíbrio com a traira o jacundá e a pirambeba.

Já ouvi falar que para controlar pirambeba só predador diurno como tucunare não adianta. Precisa de um predador noturno, como traira ou corvina de água doce. Pode analisar nas represas onde tem tucunare e corvina juntos tem menos piranha pequena, as piranhas sao maiores e em maior quantidade.
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Mensagempor Alexandre G Goncalves » Sáb Mai 28, 2011 4:09 pm

Pessoal,
 
Tenho amigos piscicultores muito experientes e historicamente o bass não vai bem junto compredadores noturnos como a traira e o pintado, se deixar largado, sem controle,em uma distribuição inicial de 50-50 metade traira metade bass por exemplo a população de bass declina e colapsa em Um ciclo de 7 anos aprox.

Traira, jacundá e pirambeba Sao peixes muito evoluídos E locais. O desequilíbrio e muito grande neste caso e o colapso e inevitável sem intervenção humana. Porém, o problema principal e a combinação das pirambebas com a traira e outros predadores noturnos porque o bass de noite e presa fácil, principalmente os pequenos e traira de noite e um predador violento, principalmente as grandes.

Por outro lado, as pirambebas vão minando a saúde dos bass grandes e médios que as traias não conseguem comer, por enquanto, pq traira de 2 kl come bass de meio kl fácil e esta espécie de traira chega a 4 kl. A desova do bass 
fica muito prejudicada por causa da saúde do casal e da falta de velocidade para caçar e defender os filhotes, por isso encontramos bem menos trick atualmente. 

Para finalizar o extermínio do bass, ainda tem tucunare amarelo no meio, fala serio, um baita concorrente. E a praga do jacundá, um peixe predador de qualquer filhote e camarões, e que ainda por cima, tem toca para se esconder. 

O colapso da população de bass e uma certeza matemática, sem intervenção humana. A esperança para esta represa assim como muitas outras e o tucunare amarelo em equilíbrio com a traira o jacundá e a pirambeba.

Já ouvi falar que para controlar pirambeba só predador diurno como tucunare não adianta. Precisa de um predador noturno, como traira ou corvina de água doce. Pode analisar nas represas onde tem tucunare e corvina juntos tem menos piranha pequena, as piranhas sao maiores e em maior quantidade.
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Marcio Garcia
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Mensagempor Marcio Garcia » Seg Mai 30, 2011 10:19 am

Fala Ale..
Beleza..
Pô que legal te ver por aqui..
vamos tomar um cafe no dds.. rs.. e continuar o assunto..
abraços
Marcio ESPINOSA. rs.
Marcio - Guarulhos/SP

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Alexandre G Goncalves
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Mensagempor Alexandre G Goncalves » Seg Mai 30, 2011 1:22 pm

Oi Marcio, tudo bem ?

Vamos sim, e só combinar.

Abcs,
Alexandre G Gonçalves



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Mensagempor Alexandre G Goncalves » Seg Mai 30, 2011 1:25 pm

Oi Marcio, tudo bem ?

Vamos sim, e só combinar.

Abcs,
Alexandre G Gonçalves



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Mensagempor Marcel Nishiyama (Tchel) » Ter Mai 31, 2011 8:30 am

Eu não sou biologo, mas eu concordo com tudo que o aggoncal disse.

Acho que de todos os peixes que tem na represa, o bass é o menos adaptado, os outros "tão em casa".
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Marcio Garcia
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Mensagempor Marcio Garcia » Ter Mai 31, 2011 8:46 am

Marcel Nishiyama (Tchel) escreveu:Eu não sou biologo, mas eu concordo com tudo que o aggoncal disse.

Acho que de todos os peixes que tem na represa, o bass é o menos adaptado, os outros "tão em casa".


Fala Tchell e Ale
Resumindo o fim do bass de atibainha está próximo como aconteceu na represa do frança.

O mais difícil é ter que admitir que isto esteja acontecendo e não se faz nada (a não ser pro-atividades heróicas).

Existem acontecimentos em outros estados que a pirambeba acaba atacando banhistas, então vejo que em tempo breve as marinas de atibainha vão falir, pois já pesquei tucunaré e trairas neste ultimo mês com ataques nos rabos igualmente aos basses... e se a pirambeba começar a atacar os banhistas os donos de lancha que se banham na represa e que não pescam vão mover seus barcos para outras represas, então o fim da represa esta próxima.

Será que fui muito radical?

Basta fazer uma pesquisa no google.

Abraços
Marcio - Guarulhos/SP

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Mensagempor Alexandre G Goncalves » Ter Mai 31, 2011 11:56 am

Marcio Garcia escreveu:
Marcel Nishiyama (Tchel) escreveu:Eu não sou biologo, mas eu concordo com tudo que o aggoncal disse.

Acho que de todos os peixes que tem na represa, o bass é o menos adaptado, os outros "tão em casa".


Fala Tchell e Ale
Resumindo o fim do bass de atibainha está próximo como aconteceu na represa do frança.

O mais difícil é ter que admitir que isto esteja acontecendo e não se faz nada (a não ser pro-atividades heróicas).

Existem acontecimentos em outros estados que a pirambeba acaba atacando banhistas, então vejo que em tempo breve as marinas de
atibainha vão falir, pois já pesquei tucunaré e trairas neste ultimo mês com
ataques nos rabos igualmente aos basses... e se a pirambeba começar a
atacar os banhistas os donos de lancha que se banham na represa e que
não pescam vão mover seus barcos para outras represas, então o fim da represa esta próxima.

Será que fui muito radical?

Basta fazer uma pesquisa no google.

Abraços


E Pessoal, a realidade e dura. Temos que analisar a situação e ser realistas.

Um outro fator que ocorre neste caso, e que a população de predadores não esta conseguindo controlar a pirambeba, pelo
menos, isto e o que esta parecendo. Normalmente a população de pirambebas fica muito elevada em lagos artificiais onde os possíveis predadores ficam escassos, por um motivo qualquer, como doença específica ou sobrepesca por exemplo, uma vez que e mais fácil e divertido pescar um predador de porte por exemplo com iscas artificiais ounaturais do que uma tilapia ou carpa grande, que precisa de ceva e paciência, outro estilo de pesca. Isto acaba colocando muita pressão sobre os predadores, apesar do pesque e solte, muita gente acaba matando tucunare, bass e traira por motivo ou por outro.

Por isso o primeiro passo seria preservar a qualquer custo os predadores da pirambeba, principalmente os noturnos como as grandes trairas, mas também os diurnos como os tucunas e o próprio bass que sobreviver.

Uma outra ação seria acrescentar outro predador noturno como a corvina, porém neste caso e necessário autorização dos órgãos responsáveis porque e um peixe exotico nesta bacia, mas eu sei que em Igarata tem corvina e foi um povoamento realizado por órgãos oficiais. Pelas informações que eu
tenho dos amigos que pescam nesta represa, a corvina esta indo muito bem e diminuiu a pressão sobre o tucunare amarelo que estava bem escasso.

Estas Sao possibilidades, mas o comportamento de fato destes ecossistemas artificiais, só o tempo mesmo para revelar. Mas podemos ter uma premissa nesta analise, preservar os predadores mantém o equilíbrio. Talvez, se a população de bass e traira fosse preservada, ou seja, ninguém matasse, a população de pirambeba estaria controlada, e o bass não sofreia com este fator, porém o fator "predadores noturnos" ainda seria forte.

Abcs,
Alexandre G Gonçalves



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Mensagempor Marcio Garcia » Ter Mai 31, 2011 12:10 pm

Ale concordo com você mas vamos cair na realidade, a represa também é Exótica.. ela não existia naquele espaço, foi literalmente introduzida pelo homem.. rs..
kkk




E Pessoal, a realidade e dura. Temos que analisar a situação e ser realistas.

Um outro fator que ocorre neste caso, e que a população de predadores não esta conseguindo controlar a pirambeba, pelo
menos, isto e o que esta parecendo. Normalmente a população de pirambebas fica muito elevada em lagos artificiais onde os possíveis predadores ficam escassos, por um motivo qualquer, como doença específica ou sobrepesca por exemplo, uma vez que e mais fácil e divertido pescar um predador de porte por exemplo com iscas artificiais ounaturais do que uma tilapia ou carpa grande, que precisa de ceva e paciência, outro estilo de pesca. Isto acaba colocando muita pressão sobre os predadores, apesar do pesque e solte, muita gente acaba matando tucunare, bass e traira por motivo ou por outro.

Por isso o primeiro passo seria preservar a qualquer custo os predadores da pirambeba, principalmente os noturnos como as grandes trairas, mas também os diurnos como os tucunas e o próprio bass que sobreviver.

Uma outra ação seria acrescentar outro predador noturno como a corvina, porém neste caso e necessário autorização dos órgãos responsáveis porque e um peixe exotico nesta bacia, mas eu sei que em Igarata tem corvina e foi um povoamento realizado por órgãos oficiais. Pelas informações que eu
tenho dos amigos que pescam nesta represa, a corvina esta indo muito bem e diminuiu a pressão sobre o tucunare amarelo que estava bem escasso.

Estas Sao possibilidades, mas o comportamento de fato destes ecossistemas artificiais, só o tempo mesmo para revelar. Mas podemos ter uma premissa nesta analise, preservar os predadores mantém o equilíbrio. Talvez, se a população de bass e traira fosse preservada, ou seja, ninguém matasse, a população de pirambeba estaria controlada, e o bass não sofreia com este fator, porém o fator "predadores noturnos" ainda seria forte.

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Mensagempor Marco R. Lima » Ter Mai 31, 2011 12:30 pm

Marcio Garcia escreveu:Ale concordo com você mas vamos cair na realidade, a represa também é Exótica.. ela não existia naquele espaço, foi literalmente introduzida pelo homem.. rs..
kkk




E Pessoal, a realidade e dura. Temos que analisar a situação e ser realistas.

Um outro fator que ocorre neste caso, e que a população de predadores não esta conseguindo controlar a pirambeba, pelo
menos, isto e o que esta parecendo. Normalmente a população de pirambebas fica muito elevada em lagos artificiais onde os possíveis predadores ficam escassos, por um motivo qualquer, como doença específica ou sobrepesca por exemplo, uma vez que e mais fácil e divertido pescar um predador de porte por exemplo com iscas artificiais ounaturais do que uma tilapia ou carpa grande, que precisa de ceva e paciência, outro estilo de pesca. Isto acaba colocando muita pressão sobre os predadores, apesar do pesque e solte, muita gente acaba matando tucunare, bass e traira por motivo ou por outro.

Por isso o primeiro passo seria preservar a qualquer custo os predadores da pirambeba, principalmente os noturnos como as grandes trairas, mas também os diurnos como os tucunas e o próprio bass que sobreviver.

Uma outra ação seria acrescentar outro predador noturno como a corvina, porém neste caso e necessário autorização dos órgãos responsáveis porque e um peixe exotico nesta bacia, mas eu sei que em Igarata tem corvina e foi um povoamento realizado por órgãos oficiais. Pelas informações que eu
tenho dos amigos que pescam nesta represa, a corvina esta indo muito bem e diminuiu a pressão sobre o tucunare amarelo que estava bem escasso.

Estas Sao possibilidades, mas o comportamento de fato destes ecossistemas artificiais, só o tempo mesmo para revelar. Mas podemos ter uma premissa nesta analise, preservar os predadores mantém o equilíbrio. Talvez, se a população de bass e traira fosse preservada, ou seja, ninguém matasse, a população de pirambeba estaria controlada, e o bass não sofreia com este fator, porém o fator "predadores noturnos" ainda seria forte.



Marcio, isso é uma coisa que eu sempre digo e nunca vejo ninguem citar.
Penso extamente assim tambem.
A represa ja alterou tudo...o jeito é pensar em especies que tragam algum beneficio(exoticas ou não) pois a mudança drastica ja foi feita.

Abrax.
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Alexandre G Goncalves
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Mensagempor Alexandre G Goncalves » Ter Mai 31, 2011 2:43 pm

Com certeza, um ecossistema que se criou a partir de uma acao do homem, assim como praticamente todas as grandes represas do estado.

A estabilidade do equilíbrio leva um tempo muito grande, porque não basta as espécies conviverem por um período, elas tem que evoluir juntas, geração após geração.

Eu acredito que compensa investir em imitar um ecossistema que historicamente já existe com sucesso em alguma bacia hidrográfica, como por exemplo: tucunare e jacundá evoluiram junto com corvinas e trairas nas bacias do norte, então a chance de sucesso e equilíbrio e muito maior apesar de fatores como clima, região, solo, forragem ... Etc.

Mas uma pergunta, e as espécies locais, que existiam nos rios de Sao Paulo antes ? Sao vitimas do progresso ? Porque a necessidade de represar os rios e criar grandes lagos, não e culpa de pescadores, nem dos peixes exóticos, mas uma necessidade de todos. Então já que as grandes represas existem, vamos aproveitalas da melhor maneira possível, estudando as melhores opções de peixamento, mas sempre com ordem e respeitando as regras dos órgãos competentes e dos envolvidos.

Abcs,



Marcio Garcia escreveu:Ale concordo com você mas vamos cair na realidade, a represa também é Exótica.. ela não existia naquele espaço, foi literalmente introduzida pelo homem.. rs..
kkk




E Pessoal, a realidade e dura. Temos que analisar a situação e ser realistas.

Um outro fator que ocorre neste caso, e que a população de predadores não esta conseguindo controlar a pirambeba, pelo
menos, isto e o que esta parecendo. Normalmente a população de pirambebas fica muito elevada em lagos artificiais onde os possíveis predadores ficam escassos, por um motivo qualquer, como doença específica ou sobrepesca por exemplo, uma vez que e mais fácil e divertido pescar um predador de porte por exemplo com iscas artificiais ounaturais do que uma tilapia ou carpa grande, que precisa de ceva e paciência, outro estilo de pesca. Isto acaba colocando muita pressão sobre os predadores, apesar do pesque e solte, muita gente acaba matando tucunare, bass e traira por motivo ou por outro.

Por isso o primeiro passo seria preservar a qualquer custo os predadores da pirambeba, principalmente os noturnos como as grandes trairas, mas também os diurnos como os tucunas e o próprio bass que sobreviver.

Uma outra ação seria acrescentar outro predador noturno como a corvina, porém neste caso e necessário autorização dos órgãos responsáveis porque e um peixe exotico nesta bacia, mas eu sei que em Igarata tem corvina e foi um povoamento realizado por órgãos oficiais. Pelas informações que eu
tenho dos amigos que pescam nesta represa, a corvina esta indo muito bem e diminuiu a pressão sobre o tucunare amarelo que estava bem escasso.

Estas Sao possibilidades, mas o comportamento de fato destes ecossistemas artificiais, só o tempo mesmo para revelar. Mas podemos ter uma premissa nesta analise, preservar os predadores mantém o equilíbrio. Talvez, se a população de bass e traira fosse preservada, ou seja, ninguém matasse, a população de pirambeba estaria controlada, e o bass não sofreia com este fator, porém o fator "predadores noturnos" ainda seria forte.

Alexandre G Gonçalves



"Disse-lhes Simão Pedro: vou pescar. Disseram os outros: nos também vamos contigo. ... " Joao 21.3
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Alejandro Pomponio
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Mensagempor Alejandro Pomponio » Qui Jun 02, 2011 12:57 am

Todos estão sabendo da questão das piranhas e bla bla bla bla....


Márcio, eu sempre vejo você falando sobre todos terem conhecimento do que está acontecendo e ninguém faz nada e etc....

Eu queria saber o que pode ser feito... vc sabe?

E o que você está fazendo para reverter a situação? Tipo, não leve a mal meu questionamento.. eu realmente queria saber por onde começar e tal.

Eu tenho muito interesse em que a represa volte a ser o que era, eu sou um dos mais novos que pescam naquela represa e tenho interesse que a situação se estabilize o mais rápido possível.

Obrigado.

grande abraço
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Marcio Garcia
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Mensagempor Marcio Garcia » Qui Jun 02, 2011 10:47 am

Alejandro Pomponio escreveu:Todos estão sabendo da questão das piranhas e bla bla bla bla....


Márcio, eu sempre vejo você falando sobre todos terem conhecimento do que está acontecendo e ninguém faz nada e etc....

Eu queria saber o que pode ser feito... vc sabe?

E o que você está fazendo para reverter a situação? Tipo, não leve a mal meu questionamento.. eu realmente queria saber por onde começar e tal.

Eu tenho muito interesse em que a represa volte a ser o que era, eu sou um dos mais novos que pescam naquela represa e tenho interesse que a situação se estabilize o mais rápido possível.

Obrigado.

grande abraço



Fala Ale... beleza.

Diferente de você eu pesco nesta represa somente a dois anos e mesmo a pouco tempo notei a diferença no sumiço dos basses e tenho certeza que você também e sua preocupação deve ser bem maior que a minha pois participa de um grupo voltado para este peixe e como pescador tenho certeza que irá defender qualquer projeto para que continue existindo este peixe que você tanto gosta.

Em primeiro lugar entendo que em nosso país tudo é muito complicado e existem regras que não ajudam a represa (neste caso) a sobrevivência do bass que no ponto de vista ecológico é um estranho, juntamente com a tilápia, o tucunaré, o pacu cd e a própria piranha, pois as nativas daquela represa seriam as Trairas, lambaris, caras, tabaranas, piau, piau flamengo, mandi, curimba e bagre.

Quando digo que ninguém faz nada não é em relação a repeixamento pois podemos “imaginar” que atitudes heróicas são realizada por algumas “pessoas” com seus próprios recursos podem fazer o repeixamento do bass, mas me refiro a idéia de que a represa está sendo populacionada pela piranhas que estão dizimando o bass.

Neste pouco tempo que pesco nesta represa, já fisguei Trairas e Tucunarés com as mordidas das piranhas igualmente as que são encontradas no Bass, portanto na minha visão o problema é bem maior do que a extinção do bass nesta represa.

Se as piranhas não forem controladas (se isso for possível), logo pescaremos só piranhas lá.

O caminho para que algo seja feito não é a palavra BASS e sim a Pirambeba, pois ela também não é pertencente aquela região e além disto pode morder banhistas como se tem relatos em outros estados.

Conversei (por e-mail) com um biólogo e as dicas dele seriam:
1) Estudo das águas e das represas que se ligam
2) Estudo das espécies nativas e invasoras
3) Estudo da pirambeba.
4) Estudo de peixamento de peixes nativos e que podem ser predadores naturais do pirambeba
5) Levantamento de todas as marinas, barcos e representatividade deste estabelecimentos para a prefeitura.
6) Conscientização que a pirambeba é um risco para estes estabelecimentos e um problema para o turismos local. (Muitos barcos já estão em outras represas ou mudaram para o robalo)

Depois disto TUDO que é muita coisa e leva muito tempo entrar com pedido prefeitura da cidade da represa com o estudo realizado e providências.

Entenda que não sou especialista no assunto, mas tenho certeza que a muito tempo se falam em populacionar o bass mas nunca foi permitido, mas neste caso acho que o caminho seria o controle das piranhas.

Hoje existem algumas entidades (associações e clubes) que poderiam ajudar, o que não podemos e ficar de braços cruzados (não estou falando que você esta de braços cruzados.. entenda).

Ale, acredito que você é um pescador que contribui para que o bass não desapareça desta represa e como pescador agradeço suas atidudes.


Abraços
Marcio - Guarulhos/SP

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Alejandro Pomponio
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Mensagempor Alejandro Pomponio » Qui Jun 02, 2011 11:46 am

Marcio Garcia escreveu:
Alejandro Pomponio escreveu:Todos estão sabendo da questão das piranhas e bla bla bla bla....


Márcio, eu sempre vejo você falando sobre todos terem conhecimento do que está acontecendo e ninguém faz nada e etc....

Eu queria saber o que pode ser feito... vc sabe?

E o que você está fazendo para reverter a situação? Tipo, não leve a mal meu questionamento.. eu realmente queria saber por onde começar e tal.

Eu tenho muito interesse em que a represa volte a ser o que era, eu sou um dos mais novos que pescam naquela represa e tenho interesse que a situação se estabilize o mais rápido possível.

Obrigado.

grande abraço



Fala Ale... beleza.

Diferente de você eu pesco nesta represa somente a dois anos e mesmo a pouco tempo notei a diferença no sumiço dos basses e tenho certeza que você também e sua preocupação deve ser bem maior que a minha pois participa de um grupo voltado para este peixe e como pescador tenho certeza que irá defender qualquer projeto para que continue existindo este peixe que você tanto gosta.

Em primeiro lugar entendo que em nosso país tudo é muito complicado e existem regras que não ajudam a represa (neste caso) a sobrevivência do bass que no ponto de vista ecológico é um estranho, juntamente com a tilápia, o tucunaré, o pacu cd e a própria piranha, pois as nativas daquela represa seriam as Trairas, lambaris, caras, tabaranas, piau, piau flamengo, mandi, curimba e bagre.

Quando digo que ninguém faz nada não é em relação a repeixamento pois podemos “imaginar” que atitudes heróicas são realizada por algumas “pessoas” com seus próprios recursos podem fazer o repeixamento do bass, mas me refiro a idéia de que a represa está sendo populacionada pela piranhas que estão dizimando o bass.

Neste pouco tempo que pesco nesta represa, já fisguei Trairas e Tucunarés com as mordidas das piranhas igualmente as que são encontradas no Bass, portanto na minha visão o problema é bem maior do que a extinção do bass nesta represa.

Se as piranhas não forem controladas (se isso for possível), logo pescaremos só piranhas lá.

O caminho para que algo seja feito não é a palavra BASS e sim a Pirambeba, pois ela também não é pertencente aquela região e além disto pode morder banhistas como se tem relatos em outros estados.

Conversei (por e-mail) com um biólogo e as dicas dele seriam:
1) Estudo das águas e das represas que se ligam
2) Estudo das espécies nativas e invasoras
3) Estudo da pirambeba.
4) Estudo de peixamento de peixes nativos e que podem ser predadores naturais do pirambeba
5) Levantamento de todas as marinas, barcos e representatividade deste estabelecimentos para a prefeitura.
6) Conscientização que a pirambeba é um risco para estes estabelecimentos e um problema para o turismos local. (Muitos barcos já estão em outras represas ou mudaram para o robalo)

Depois disto TUDO que é muita coisa e leva muito tempo entrar com pedido prefeitura da cidade da represa com o estudo realizado e providências.

Entenda que não sou especialista no assunto, mas tenho certeza que a muito tempo se falam em populacionar o bass mas nunca foi permitido, mas neste caso acho que o caminho seria o controle das piranhas.

Hoje existem algumas entidades (associações e clubes) que poderiam ajudar, o que não podemos e ficar de braços cruzados (não estou falando que você esta de braços cruzados.. entenda).

Ale, acredito que você é um pescador que contribui para que o bass não desapareça desta represa e como pescador agradeço suas atidudes.


Abraços



Legal Marcio... eu em nenhum momento puxei a sardinha pro meu lado nem nada disso... até porque eu faço muito menos do que deveria e gostaria de fazer. Assim como também não me referi as atitudes "heroicas" como voce se referiu acima. Sei também que a questão não é o Black-Bass e sim as malditas piranhas. O enfoque do meu questionamento nao foi esse.

Você falou:
"Se as piranhas não forem controladas (se isso for possível), logo pescaremos só piranhas lá."

É exatamente isso que eu quero saber. O que pode ser feito que seja realmente eficiente?
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Marcio Garcia
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Mensagempor Marcio Garcia » Qui Jun 02, 2011 12:17 pm

Como eu escrevi acima seria uma forma dentro dos processos que algo legal poderia acontecer...

1) Estudo das águas e das represas que se ligam
2) Estudo das espécies nativas e invasoras
3) Estudo da pirambeba.
4) Estudo de peixamento de peixes nativos e que podem ser predadores naturais do pirambeba
5) Levantamento de todas as marinas, barcos e representatividade deste estabelecimentos para a prefeitura.
6) Conscientização que a pirambeba é um risco para estes estabelecimentos e um problema para o turismos local. (Muitos barcos já estão em outras represas ou mudaram para o robalo)

Mas como não sou especialista acho que alguma entidade deveria se pronunciar..

Se pescar e matar piranhas ajuda, então estou fazendo minha parte.

Alguns relatos de ataques qiue deveriamos usar a favor para algum estudo na represa.

http://www.anda.jor.br/tag/pirambebas/

http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=2431&bd=1&pg=2&lg=

http://www.diarioweb.com.br/noticias/imp.asp?id=126685
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Mensagempor Alexandre G Goncalves » Sex Jun 03, 2011 1:04 am

 
Pessoal,

Eu tbm não sou biólogo, mas já fui piscicultor, trabalhei com pioneiros que atualmente sao grandes participantes no mercado, so parei porque sofri um acidente de carro que atrapalhou.

Nunca ouvi falar de bass e corvina de água doce na mesma represa, mas acredito que o efeito seria semelhante ao equilíbrio das represas onde convivem tucunares, corvinas e trairas competindo como predadores em papeis semelhantes porem distintos na cadeia alimentar.

Com certeza a corvina vai controlar as novas gerações de pirambebas, porque isso e fato já conhecido em outras represas. Porém, o impacto de mais um predador noturno sobre o bass pode ser um tiro de misericórdia, por outro lado, a impressão que da, e que não fazer nada, e pior.

Portanto uma a ação a tomar seria introduzir a corvina, com autorização das autoridades competentes e claro, e fazer um mutirao, dezenas de barcos, ceva de sangue pisado, pedaco de peixe, Chicote tipo sabiki de 10 anzóis ... E sopa de piranha a noitinha aproveitando que ta frio ... Hehehe

Assim os pescadores podem simular o papel dos predadores que faltam, principalmente sobre as pirambebas maiores, porque as novas gerações serão controladas pela crescente população de corvinas com certeza.

Se bobear e capaz de ter corvina já, porque Igarata e relativamente perto e tem uma população formada de corvinas, meus amigos tem pego exemplares de ate 6 kl, por outro lado, não sei se e o mesmo rio que forma esta represa, mesma água. Neste caso, seria uma questão de tempo para as pirambebas começarem a diminuir.

Um fator que deve ser considerado tbm que as corvinas sobem os rios, e infestarão o habitat dos peixes locais que restaram , se bem que tucunare e bass tbm já devem ter invadido e Sao exóticos.

Na verdade, um estudo inicial seria o ideal, quem sabe convsersar sobre qual foi o embasamento do pessoal que soltou corvina em Igarata por exemplo.

Abc
Alexandre G Gonçalves



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Mario Eiras Filho
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Mensagempor Mario Eiras Filho » Sáb Jul 30, 2011 11:26 pm

Nada é para sempre

Acabou-se assim como Bragança

Nunca mais.
Mario (Gardé)

Democracia no terceiro mundo se resume a um bando de idiotas que pensa poder governar melhor do que um ditador cretino e corrupto. O problema é que quando o povo toma o palácio não sabe como dar a descarga.
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Mensagempor Silvio Lanza » Qui Out 20, 2011 10:36 pm

Respondendo ao amigo acima, atibainha e igarata sao de bacias diferentes.
Abç!
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Eduardo Borges
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Mensagempor Eduardo Borges » Dom Out 23, 2011 10:15 am

DEICHAO DESCANSAR
QUE CAPAS DE VOLTAR AO NORMAL
AINDA TENHO ESPERANÇA
E ESPERO QUE VCS TAMBEM TENHAO

VALEU A TODOS
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Fernando Mendonça
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Mensagempor Fernando Mendonça » Qui Nov 29, 2012 6:45 pm

e a situação continua a mesma.... ... :(
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Marcel Sammarone
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Mensagempor Marcel Sammarone » Qui Nov 29, 2012 8:35 pm

Pesco em Atibainha desde 1990, naquela epoca tinha muito bass e poucos pescadores, ja cheguei a pescar sozinho na represa, depois da divulgacao em revistas e na televisao, comecou a chegar gente de todo lado, ai deu no que deu.
Nao falo so de barcos, muito barranqueiro, pessoal com arpao, redes etc

Outro dia estava no posto de gasolina abastecendo o barco e conversando com o frentista ele me relatou que a muitos anos ele e os amigos mataram muito black, como se fosse um grande feito, ele falou com todo orgulho.
Imaginem quantos fizeram isso.

Quando comecei, era dificial encontrar material especifico e poucas tecnicas eram conhecidas, mesmo sem dominar a tecnica naquela epoca pescavasse blacks de bom tamanho e quantidade, vez outra saia black com mais de dois quilos.

Infelizmente acho que essa situacao nao sera revertida, e uma pena.
E so uma opiniao espero estar errado.

E so ver o que aconteceu nas represas que um dia foram famosas pela pesca do tucunare, sao represas de grande porte e nao aguentaram a pressao.
Agora imagina uma represa pequena com um peixe que nao e nativo e que precisa de um habitat especifico para sua reproducao.
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Marcel Jankauskas
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Mensagempor Marcel Jankauskas » Sáb Dez 01, 2012 6:29 pm

Pessoal, um pouco atrasado, mas acho que faltou falar sobre o clima e as mudanças percebidas nos últimos anos.

Como alguns amigos sabem, minha família está na região de Nazaré Paulista desde os anos 70. Até o ano 2000, aproximadamente, ocorriam geadas todos os anos durante o inverno e os campos amanheciam queimados pelo frio, sendo que em todas as estações as noites eram frias na região. Nesse cenário, os blacks estavam saudáveis, acompanhados de muitas tilápias, poucas traíras e muitos lambaris. Nem passava pela nossa cabeça que peixes de calor como o tucunaré e a piranha pudessem viver lá. Pois é, o clima mudou, há 10 anos não vimos mais geada, a temperatura média subiu demais e os "problemas" começaram a aparecer na represa. Nos últimos 5 anos eu tenho tirado férias sempre no mês de julho e pego sempre clima quente, diferente do que ocorria no passado.

Hoje em dia é totalmente aceitável que pode ter tucunaré em Atibainha, assim como os estranhíssimos jacundás, e estamos nos perguntando como acabar com as piranhas.

Na minha opinião existem vários fatores que fizeram o bass sumir de lá, mas o clima mais quente foi o principal deles. Aqui no Brasil, eu acho que só terá bass do Estado do PR para baixo.
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Marcel Sammarone
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Mensagempor Marcel Sammarone » Dom Jan 06, 2013 5:25 pm

Concordo tambem com o chara, sao varios fatores que alteraram o equilibrio, vamos ver com o passar do tempo qual peixe vai ganhar esta batalha.
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Fernando Mendonça
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Mensagempor Fernando Mendonça » Sex Out 31, 2014 4:28 am

revirando um pouco o tópico e lendo algumas mensagens, só pra titulo de informação já que a represa ciatda encontra em estado lamentável com toda crise hidrica que o estado sofre no momento, mas posso adicionar algumas informações sobre alguns pontos.... ....

realmente como o amigo falou, existem a cerca de 10/12 anos Corvinas em igaratá, não sei se foi algum orgão responsavel, ou pescadores de forma "independente" ja ouvi as duas versões, bom, ela se adaptou muito bem, é um peixe que cresce bastante para os padroes da regiao, tem muito numero, uma legiao de pescadores e de certa forma tirou um pouco da pressão de pesca em cima do tucunaré, os benefícios param por ai.... ......

depois de introduzida a corvina, a população de outros peixes como o bagre, o cará e até mesmo a pedradora saicanga chegaram a níveis preocupantes sendo a última citada, um peixe antes abundante na região (dividindo aguas com tilapias, tucunares e etc por mais de 30 anos tranquilamente) ser um verdadeiro achado hoje em dia, muito raro.... ...

só pra citar que equilibro ecologico as vezes nao se combate com mais um peixe extremamente psivoro quanto a corvina.... ....creio que ela pode sim combater as pirambebas com sucesso, mas se o Bass ja esta em malus lençois sem corvina, imagina com ela, na minha visão seria a ultima pá de terra em cima.... ... ...
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Fernando Mendonça
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Mensagempor Fernando Mendonça » Sex Out 31, 2014 4:28 am

revirando um pouco o tópico e lendo algumas mensagens, só pra titulo de informação já que a represa ciatda encontra em estado lamentável com toda crise hidrica que o estado sofre no momento, mas posso adicionar algumas informações sobre alguns pontos.... ....

realmente como o amigo falou, existem a cerca de 10/12 anos Corvinas em igaratá, não sei se foi algum orgão responsavel, ou pescadores de forma "independente" ja ouvi as duas versões, bom, ela se adaptou muito bem, é um peixe que cresce bastante para os padroes da regiao, tem muito numero, uma legiao de pescadores e de certa forma tirou um pouco da pressão de pesca em cima do tucunaré, os benefícios param por ai.... ......

depois de introduzida a corvina, a população de outros peixes como o bagre, o cará e até mesmo a pedradora saicanga chegaram a níveis preocupantes sendo a última citada, um peixe antes abundante na região (dividindo aguas com tilapias, tucunares e etc por mais de 30 anos tranquilamente) ser um verdadeiro achado hoje em dia, muito raro.... ...

só pra citar que equilibro ecologico as vezes nao se combate com mais um peixe extremamente psivoro quanto a corvina.... ....creio que ela pode sim combater as pirambebas com sucesso, mas se o Bass ja esta em malus lençois sem corvina, imagina com ela, na minha visão seria a ultima pá de terra em cima.... ... ...
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Thiago Ivo
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Mensagempor Thiago Ivo » Seg Dez 22, 2014 4:51 pm

pois é , estive ha poucos dias na represa , nunca tinha frequentado ela , tentamos uns pinchos e nada.... .....onde antes eram pontos , hoje você precisa olhar para cima.... ....

se não houver um milagre , será um triste fim para o black
wgebrael
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Re: Redução do bass em Atibainha.

Mensagempor wgebrael » Dom Set 02, 2018 11:55 pm

Pois é , estamos em 2018 já e o bass realmente acabou já há alguns anos , uma pena , hoje predomina o tucunaré amarelo e a maldita piranha.
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Re: Redução do bass em Atibainha.

Mensagempor zeca » Sáb Set 15, 2018 11:49 pm

Pois é, infelizmente acabou. Estive pescando lá em 2008 e felizmente ainda tinha bastante, mas era triste pegar um bass de quase 2kg e ele não conseguir brigar por falta do rabo, que tinha sido comido por piranhas.
wgebrael escreveu:Pois é , estamos em 2018 já e o bass realmente acabou já há alguns anos , uma pena , hoje predomina o tucunaré amarelo e a maldita piranha.
Abraços
Alexandre (Zeca) | <*))>>><

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