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10 DICAS PARA PESCAR CURIMBAS OU CURIMBATÁS


 
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Sidnei Dorea



Registrado: Sexta-Feira, 10 de Dezembro de 2010
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Localização: São Paulo - SP

MensagemEnviada: Qua Fev 23, 2011 5:59 pm    Assunto: 10 DICAS PARA PESCAR CURIMBAS OU CURIMBATÁS Responder com Citação

Amigos,

Eu não sou um "especialista" na pesca de curimbas ou curimbatás, ou papa-terra, como também é conhecido, mas gosto muito desse peixe. Na tentativa de me especializar na pesca do beiçudo, procuro reunir informações sobre cevas, massas e técnicas. Conversando com o "MARCOS GASPAR (Caterva)", por MP, decidi reunir e postar algumas dicas de pesca de curimbas que recebi de vários amigos.

Fiz umas adaptações nos textos (conversas entre amigos) para ficar intelegível para todos. Espero que estas informações ajudem os amigos interessados no tema:

DICAS DE MATERIAL, TÉCNICA E CEVA:

Dica nº 1:

A pesca de curimbas é difícil..... o beiçudo mama, segura a isca e o pescador nem percebe se não estiver muito concentrado e com o equipamento milimetricamente correto.

Se não for local de água parada, uma dica importante é o peso da chumbada (que fica no final fim da linha, depois do anzol)......precisa de peso mínimo suficiente para deixar a linha reta, na vertical, sem que a correnteza fique levantando a linha.

Se for local de água parada (pesqueiros ou represas, por exemplo), o pescador já não terá esse problema com a chumbada. Para peixes manhosos e em locais em que o peixes estão sobre forte pressão de pesca (ficam ariscos), a dica é que o pescador evite usar chumbada, valendo-se apenas do peso da isca. No caso de chuveirinho ou anzol com mola para segurar a massinha, a coisa fica bem mais fácil, o pescador consegue lançar a isca a uma boa distância da margem/barranco com uma vara de 2,40m, 2,70m, etc.

A espessura da Linha 0,30 mm.....anzol MS 4330 Nº 3 ou 4 (ou Maruseigo nº 16 ou 18 ou CHINÚ nº 06).......garatéia n° 3 ou 4.

Vara telescópica ou de bambu com seus 3 metros aproximadamente. Para quem optar por varas lisas, uma dica importante é trançar a linha até a metade da vara e amarrá-la. Isto porque, a arrancada do curimba quando é fisgado é forte. Não é novidade uma vara quebrar. Com essa trançada de linha na vara, o pescador terá mais uma chance de tirar o peixe do lago.

Vejam este vídeo do MARCÃO (Programa Pesca Alternativa) usando uma técnica do ELÁSTICO para evitar que um Curimba de 5kg estoure a linha. Ele gastou mais de 40 minutos para cansar o bicho:



Lembre-se: a boca do curimba é mole. Se o pescador forçar a fisgada com uma vara de ação rápida (varas longas de 2,40m/2,70m têm fisgadas fortes) na hora do arranque frenético do peixe, isto irá provocar um rasgão na boca do curimbá e ele vai embora machucado.

O Marcos Gaspar e outros amigos indicam como MASSA a mistura farinha de trigo + queijo parmesão + um copo de leite. Existem na net várias receitas que funcionam.....O IMPORTANTE É FAZER UM TRATO (bolotas de massa feita com os mesmos ingredientes da isca ou terra de cupinzeiro + ração de coelho) PARA SER USADO ALGUNS DIAS ANTES E DURANTE O PERÍODO QUE VOCÊ ESTIVER PESCANDO.....é preciso e importante acostumar a reunir os peixes com a ceva (alguns dias antes da pescaria). Com o trato antecipado dos peixes.....a sua pescaria vai render muito mais.

A ceva com terra de cupinzeiro + ração de coelho é uma dica muito forte do Marcos Gaspar. A terra serve para levar a ração a determinado ponto de distância da margem, pois o curimbá não costuma se aproximar das margens, nem em Pesque e Pague.

É preciso também de um suporte para que sua vara (uma ou mais) fique fixa na altura que vc estabeleceu......faça de ferro ou use tijolo baiano, FAÇA SUA ADAPTAÇÃO.

Importante......essa altura (posicionamento da vara) é encontrada quando você sente o fundo do rio com a chumbada... ...basta levantar a chumbada cerca de um palmo do fundo do rio e fixar a vara nessa altura.

Para melhorar a visualização da ponta da vara na "garrada" do peixe, basta amarrar um pedaço de plástico branco na ponta......o Curimba é sutil, apenas segura a isca e vai baixando a ponta da vara, não tire os olhos do tal plástico de sacolinha de supermercado (o melhor) hehehe

O bicho é folgado... ...quanto mais vc esperar, mais ele vai mamar na isca......na hora certa (isso não se explica por aqui, mas você vai saber...) a fisgada deve ser firme mais não muito forte (exagerada), pra cima e única.......curimba tem a boca mole e pode se confirmar a fisgada sem força.


BOCA MOLE DO CURIMBA. Estoura com fisgadas fortes demais:

CLICK para ampliar a imagem.

Voltando na montagem do equipamento...........coloque a linha trançada pelo menos a metade da vara e amarre na ponta..........a linha geralmente tem o comprimento da vara.

Pra você entender, no final da linha vai a chumbada.....acima dela uns 20 cm, coloque a garatéia e logo acima da garatéia coloque o anzol onde vai a isca.......em 70 a 80% das vezes o peixe é pego pela garatéia.......e poucas vezes é pego pelo anzol onde estará a isca.

Solte as bolotas de trato debaixo do pesqueiro......assim a massa vai desmanchando e atraindo os curimbas (e outras espécies).

Os créditos desta “Dica nº 1” vão para o amigo Salminus (Fabin), da Comunidade do Orkut “Amo Minha Tralha de Pesca.”

Dica nº 2: - Técnicas do MARCOS GASPAR em Três Marias (MG)

Em 3 Marias, os curimbás já estão bem acostumados com a ceva que eu preparo. É comum as pessoas pescarem curimba por aqui. O preparo da ceva é com terra de formigueiro, você faz umas 80 a 100 bolas de terra com ração de coelho, do tamanho de uma laranja. Deixa secar e joga no local onde você vai pescar. Joga umas 50 de manhã e 50 depois do almoço por dia.

A massinha é feita de farinha de trigo e queijo. E pode usar a BILI (gíria para habilidade) também. Anzol nº 6. Faça o teste que vai dar certo.

Modo de Preparar a Massinha: Para cada 1/2 Kg de farinha de trigo especial sem fermento, você vai usar 100 gramas de queijo parmesão ralado, 1 copo de leite, 1 colher de açúcar. Vá adiconando água aos poucos, misturando bem os ingredientes até formar uma massa homogênea. Tá pronta a sua massa. Essa massa serve prá pescar Lambaris, Curimbas, Piaus, Pacus, etc.


CLICK NAS FOTOS PARA AMPLIÁ-LAS

Dica nº 3 - RIO PARDO E REGIÃO
Uma maneira que se pesca muito no Rio Pardo e em outras regiões:

O equipamento é o Molinete/carretilha porte médio, vara ponta sensível e fina, linha mono 0,30mm a 0,35mm, uma pequena mola, logo abaixo da mola uma chumbada pesada tipo oliva presa na linha e a 3cm a 5cm(bem perto) da chumbada um anzol numero 12 a 8. Na mola coloque uma massa (o povo chama de "quibe" ou “coxinha”) feita com 3/4 de farelo de algodão e 1/4 farinha de trigo e no anzol tripa de frango bem pequena.

Pela dica do Marcos de jogar a ceva no meio do lago, o pescador pode armar neste sistema 4 ou 5 varas na espera, jogando as iscas no local cevado. Normalmente o Curimba acaba se fisgando sozinho.

Dica nº 4:

Paciência antes de tudo. Muita calma, nada de barulho, num vai leva para pesca um sujeito (ou criança) que num consegue fica quieto que tu num pesca nada.

Muitos pescadores usam varinha de bambu, de uns 2m, linha 0,25mm, anzol pequeno, tem vez que uso anzol pra lambari.

A chumbada, neste sistema, é a menor possível para a linha ficar esticada.

Como isca nesta dica nº 4, usa-se massinha feita de farinha de trigo, terra do barranco e àgua do rio também.

Pode ser utilizada tripa de galinha/frango como isca.


Dica nº 5:

Esta dica é um relato do amigo Daniel Augusto, por isto está entre aspas:

“Nunca saí para pescar especificamente o Curimba, também nunca peguei por acaso. As dicas anteriores vem de encontro com o que já tinha ouvido, lido e pelo que meu avô falava. Ele disse que fazia uma massa de farinha de trigo misturada com algodão para dar uma consistência boa pra sentir a "mamada" do bicho na isca.

É bem isso mesmo, se fosse pescar Curimba o primeiro passo é a escolha do local (em rio), poços profundos, remansos. Depois uma boa ceva, acertar o equipamento e paciência.

Tem quem ao invés de usar garatéia usa dois anzóis pequenos com a massa "enrolada" neles, fazendo um chicote com até duas pernadas com esses anzóis. Nesse caso usa-se vara com molinete. A Monteiro (Varas Monteiro) desenvolveu uma vara para essa técnica ano passado se não me engano, eu não a conheço.

Em relação ao uso de garatéia eu não discrimino o uso, vai da consciência de cada pescador. Aquele que vai praticar "lambada" sim, mas quem vai pescar dessa forma que estamos falando aí em cima não vejo nada de mais usar, tendo consciência de soltar foras da medida e tomar outros cuidados que já sabemos.

Há também quem use o fígado de boi preso com elastricot, dizem que dá resultado.
Eu não sei desse “resíduo de algodão”, sei que o farelo ou torta de algodão geralmente é vendido em lojas agropecuárias, é usado em mistura comoutros produtos (milho, farelo de soja, farelo de trigo...) na fabricação de rações formuladas para bovinos, suínos, etc...
...realmente a torta de algodão é encontrada nesses locais onde citei anteriormente.
Não é algo muito difícil encontrar não...é um resíduo da extração do óleo das sementes de algodão. "


Dica nº 6:

Esta dica é do amigo Samuel:

“Como eu havia dito antes , meus amigos que pescam o Corimba usam garatéias. E não é na ´´maldade´´ . Tem um Senhor que usa Mussarela dura/velha como isca e pinga umas essências na isca pra atrair o MELINDROSO BOCA MOLE. Ele usa garatéias e pega pela BOCA sim ! Corta um cubinho de mussarela e soca a garatéia no meio . Agora , dizer que usa garatéia na pesca do Corimba realmente SOA como covardia , mas pra mim covardia é o cara montar um chicote com 10 anzóis em 30 cm de linha e fisgar os bichos por tudo quanto é canto ! Isso é FDputisse msm ! Mas do jeito que estamos comentando não é tão problemático ! É igual ao uso BIXEIRO por exemplo; Não é ´´AGRESSIVO´´ demais socar um gancho na boca dos peixes e fazer mais um furo nervoso no bicho ??? Mas é FUNCIONAL não é ???

Como ceva, a gente usava a ração para peixe, ração de coelho e ´´curava´´ ou ´´curtia´´ com pinga , deixava tudo isso num balde um dia antes da pesca . Agora , folheando uma revista “PESCA ESPORTIVA” antiga vi uma matéria sobre pesca de curimbas e o cara usava “FITA VEDA – ROSCA” como isca . Substuindo a meleca de farinha de trigo , EU nunca usei mas lá disseram que funciona... Se eu não tivesse visto numa REVISTA eu CHAMARIA O TRUCO!



Dica nº 7:

Esta dica veio do pescador Sandro:

“Aqui a gente pega curimba com massa feita só com farinha de trigo.
Faz uma “meleca” com a farinha e deixa bem mole e grudenta.
A gente pesca de molinete ou vara lisa de mão. Na linha, você põe 2 (dois) anzóis de perna comprida (na hora de colocar o anzol na linha, deixe um
de costa pro outro). Sistema pronto, enrole com o auxilio de um pauzinho a “meleca” (não ponha a mão na meleca, que ela vai fica grudada na mão) nos anzóis de forma que eles fiquem juntos um ao contrario do outro.
Já pegamos bons Curimbas desse jeito. “


Dica nº 8:

É preciso que se faça primeiramente uma ceva para depois se pensar na isca.
Aqui na minha região nós usamos uma mistura de “farelo de milho” + “torta de algodão” (resíduo de algodão). Mistura-se os 2 (dois) ingredientes e molha-se e deixa curtir até que ficar todo dissolvido e formando uma massa só.
Joga esse material, cerca de 15kg da mistura de uma só vez, em local previamente escolhido, que pode ser em um tronco de árvore que fique a uns 5 (cinco metros) de profundidade. Repete-se a operação por mais 2 vezes (2 dias), e no 4º dia vai pescar. Leve a mesma “ceva” para jogar aos poucos de vez enquando no local.

Quanto as iscas.... usamos várias...
Minhoca, manga, banana, caju, carne (coração de boi), pedaços de piabas (lambari), filé de camarão, filé de traíra e massa de farinha de trigo misturada com ração para peixes.

Na minha opinião as 3 melhores são: O camarão, a traíra e a massa, sendo que a massa é muito fácil das Curimatãs e piaus comerem sem fisgar no anzol.
O anzol. Utilizo um anzol pequeno do tipo que pegamos piaus com chumbada pequena e a linha 0,40mm, com linha de mão. As profundidades melhores variam de 5m a 8m de profundidade.
Pra ser sincero, depois da ceva feita e das curimatãs estarem acostumadas àquele local, é muito fácil de pescá-las, é só ter um pouco de paciência e atenção. Nunca usei a garatéia, mais pelo que ouvi falar aqui acho que com garatéia a pescaria seja mais produtiva ainda.
Qualquer dúvida, pode me perguntar mais sobre a pesca da curimatã.


Dica nº 9 – Torta de Algodão (ceva)

O resíduo de algodão a que me refiro é o mesmo que “torta de algodão”, como foi citado por Daniel Augusto. Aqui na minha região é vendido em sacos de 50kg e custa em média R$ 40,00 o saco. É usado na ração de animais (bovinos). Para usar na ceva de Curimatã e piaus, é misturado ao farelo de milho e molhado, a mistura absorve muita água, inchando e ficando uma massa só. Aí você pega um balde de 16litros, daqueles de margarina e enche ele com o produto já estando molhado e curado. Observação uns cinco quilos da mistura seca resulta em um balde de 16 litros cheio depois que a mistura é molhada e curada. A cura da mistura leva 1 a 2 horas.

Quanto a ração, que vai na mistura para fazer a isca, é qualquer ração utilizada para alimentar peixes. Na falta de ração para peixes, pode-se usar ração para coelhos. Há também quem faça a massa desta forma: Farinha de trigo + leite + açucar ou mel e algodão para dar mais consistência a massa, sem o uso da ração.


Dica nº 10

Matéria publicada no site PESCA E COMPANHIA. Maicon Bianchi

Conheça a forma bastante curiosa de fisgar os curimbatás, em Pirassununga, no interior de São Paulo
Por: Maicon Bianchi Foto/Ilustração: Maicon Bianchi Publicado em: 05/2011


A terra do peixe que ronca – como Pirassununga é conhecida em tupi guarani – é uma cidade situada no estado de São Paulo ao lado da rodovia Anhanguera, às margens do rio Mogi Guaçu. Seu principal ponto turístico é o distrito de Cachoeira das Emas, onde fica a barragem construída pela Cesp para geração de energia.

Mas foi por causa da piracema que a cidade se tornou mundialmente conhecida. Todos os anos, entre os quentes meses de novembro e fevereiro, milhares de peixes migram rio acima para se reproduzir em seu local de origem. As fantásticas cenas dos peixes lutando contra os obstáculos edificados pelo homem atraem uma multidão de turistas durante esse período.

Como não conhecíamos a estrutura pesqueira do local, procuramos imediatamente os pescadores e comerciantes de Cachoeira das Emas. Também conversamos com um sargento da policia florestal, que fiscalizava os pescadores da região sobre como obter mais informações.

Fomos então informados de que os curimbatás e as piaparas eram os peixes da vez, apesar das baixas temperaturas, e que a melhor forma de fisgá-los seria com iscas artificiais. Isso mesmo, iscas artificiais!

Parece estranho, mas é verdade

As iscas artificiais não se restringem apenas a plugs e garatéias, conforme imaginamos em princípio. A criatividade dos pescadores para fisgar com eficácia se materializa em anzóis “adornados” com muito material de confecção de bijuteria, como lantejoulas e canutilhos – além da inusitada fita veda rosca. Acompanhe o processo de fabricação artesanal.

Materiais para chicotilho

- Três anzóis maruseigo n°18 (Marine Sport), quantidade máxima permitida na região para cada chicote, Linha monofilamento ou fluocarbon de 0,50mm, Fita veda rosca, Lantejoula prata e vermelha (pequenas para entrar com pressão no anzol), Canutilhos e lantejoulas amarelas, brancas e vermelha, Girador, Stop (borracha que não deixa a chumbada bater no girador) e Chumbo oliva redondo (peso depende da correnteza)

Como fazer

Os anzóis maruseigo têm a ponta virada para dentro. Abra com um alicate até que a ponta fique reta. Passe o veda rosca nas “pernas" dos anzóis com 8 a 10 voltas (foto2). Coloque três a quatro lantejoulas em cada anzol, cores sortidas. Após os três primeiros passos, o anzol estará completo para receber a linha.

A partir daí corte um pedaço de linha (0,50mm) de mais ou menos 50cm de comprimento, até o primeiro anzol na linha com o nó único (o último anzol terminal) e coloque dois canutilhos. Depois de atado o primeiro anzol, meça um palmo para atar o próximo anzol e passe o mesmo na linha pela frente até a medida demarcada.


CLICK NAS FOTOS PARA AMPLIÁ-LAS

Em seguida, enrole a linha em cima da própria linha na perna do anzol, dando de 7 a 10 voltas. Volte com a ponta da linha no “olho” do anzol e puxe. Feito isso, coloque mais dois canutilhos e repita a operação para o terceiro anzol. Para finalizar o chicote, ate o girador com um nó único.
Coloque chumbo na linha principal da carretilha ou do molinete, insira o vibra-stop e amarre a linha com um nó único no girador do chicote.


O chicote ou “chicotilho” (apelido carinhosamente colocado por nossa equipe) está pronto para o uso. VEJA A EXPLICAÇÃO NO VÍDEO.



Antes mesmo do amanhecer e com a tralha devidamente preparada – e claro, com os “chicotilhos” montados em casa antes da pescaria – subimos no barco de apoio e rumamos a embarcação n° 4. Começamos cevando o local e, como a ração utilizada nessa pesca tem que afundar (ração de peixe ou coelho), descartamos o uso do cevador, por causa das águas de correntes lentas. Apenas soltamos a ração na parte traseira do barco para que afundasse próximo da área de atuação do “chicotilhos”.

MaiconPiapara.jpgPreparado o conjunto – vara carretilha, linha chumbada, stop atado ao chicotilho, e o local devidamente cevado – fizemos os arremeços a cerca de 20m de distância, esperamos a chumbada encostar no fundo do rio e deixamos a linha um pouco frouxa para visualizar a ação do peixe. Neste caso, a cor da linha é extremamente importante. Usei uma Trilon da Mazzaferro N1, com espessura de 0,35mm.

Por ser um peixe curioso, o curimbatá se aproxima do “chicotilho” atraído pelas lantejoulas e começa a “mamar”. É nesse momento que o pescador tem de estar atento ao leve toque do peixe no “chicotilho”. Quando a linha estica levemente, sumindo a “barrida” é a hora certa para a fisgada.

Logo nos primeiros lançamentos tivemos várias ações e captura de curimbatás de tamanhos avantajados. Em dois dias de pescarias, travamos dezenas de brigas com esses beiçudos de força invejável e, quem diria, sem isca natural alguma, apenas na artificial!




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Editado pela última vez por Sidnei Dorea em Qua Jun 08, 2011 7:38 pm, num total de 18 vezes
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Fernando_Portela



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MensagemEnviada: Qua Fev 23, 2011 10:46 pm    Assunto: Responder com Citação

Amigos, no Rio São Francisco os caras misturam a torta de algodão com farinha de trigo e jogam agua por cima, fica uma massa grossa que é colocado em cima da chumbada formando um "quibe" após a chumbada coloca-se 2 anzois maruseigos em duas pernadas distintas que são cobertos com uma massa bem grudenta de farinha de trigo com agua, não fica uma curimba pra contar historia !!!!

Para quem gosta de pesqueiros lá no Aguas do Treme tem curimba pra dár com pau, são grandes chegando a 5 kg, faço uma massa usando ração vermelha para gatos triturada no liquidificador misturada com farinha de trigo, coloco agua até virar uma massa consistente, uso chumbada na ponta da linha e coloco 3 anzois maruseigos seguidos com uma distancia de um palmo cada, lanço longe e deixo a vara no secretário, a linha fica bem esticada e quando ela da uma barriga é a hora de dar o tranco seco. É uma briga gostosa.
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Sidnei Dorea



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MensagemEnviada: Qui Fev 24, 2011 7:52 am    Assunto: Fernando Responder com Citação

Fernando,

Valeu pelas dicas que você passou. A torta de algodão + farinha de trigo pelo jeito é boa mesmo.

Um abraço
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Leonel Barros



Registrado: Segunda-Feira, 23 de Mai de 2011
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MensagemEnviada: Ter Mai 31, 2011 10:00 am    Assunto: Responder com Citação

ótimas dicas! no ano passado tive minhas primeiras experiências com este peixe incrível! por aqui consegui fisgar exemplares de 3 a 4,5 kg um espetáculo a corrida delas! multiplicada pela emoção de utilizar vara pequena com linha 030 mono, porém, eu pesco elas em rio não em represa, agora no frio elas estão com pouca ação, tem algum sistema eficiente para conseguir fisgá-las nesta época? a isca que utilizo é massinha de trigo com farelo de arroz + açúcar + ovos preparada com água do rio até dar liga.
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Wagner Mascarenhas



Registrado: Sexta-Feira, 18 de Março de 2011
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MensagemEnviada: Ter Mai 31, 2011 6:58 pm    Assunto: Responder com Citação

otimas dicas assino em baixo,so que em vez de usar tripa de frango, uso pele de frango seca ao sol, é mais eficiente e não fede tanto!rsrsrsrsrsrs
lembrando que o uso garateia, chuveirinho, tampinha de refrigerante com molinha ou outra tralha que não seja anzol aqui em minas e crime, com multa de R$60,00 por garateia, apreenção da tralha de pesca, aprenção da catereira de pescador, multa fora a amolação.por isso eu que não sou bobo pesco so com anzol no maximo dois por carreta ou monilete, sebesta só! Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil Idea
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PERCARIA É QUE MEM MULHER,QUANTO MAIS BRAVA,MAIS AGENTE GOSTA!
DEUS TEM ESTAR DENTRO DO CORAÇÃO,NÃO SOMENTE EM PALAVRAS
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Felipe Michelini



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MensagemEnviada: Ter Mai 31, 2011 7:12 pm    Assunto: Responder com Citação

bacana as dicas....
nunca pesquei esse bicho rsrs...
ja vi um cara aqui na fazenda paraná que pegou mais de 10 num dia...era uma atras da outra....
_________________


Pesque, Fotografe, Solte!!!
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Fernando Maia



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MensagemEnviada: Ter Mai 31, 2011 8:03 pm    Assunto: Responder com Citação

Muito legais as dicas!
Deve ser fixado!
Parabens!
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